Man Ray: um dos artistas mais influentes do século 20

O artista Man Ray nasceu em 1890, na Filadélfia. Ele desempenhou um papel chave nos movimentos surrealista e dadaísta e atuou como fotógrafo, cineasta e pintor até sua morte, no ano de 1976, em Paris. É considerado um dos artistas mais influentes do século 20.

Foi em Nova York que ele adotou o pseudônimo de Man Ray, por volta de 1909. Estudante de artes, o artista passou a trabalhar como fotógrafo para pagar as despesas com os materiais de pintura.

Com o passar do tempo, passa a experimentar com fotogramas (técnica que chamou de raiografia), a solarização (técnica que consiste em inverter parcialmente os tons da fotografia) e se torna um consagrado fotógrafo de retratos comerciais – com fotos para a Harper’s Bazaar Vogue.

Seu talento para a diplomacia permitiu que circulasse entre dois movimentos de arte de vanguarda: o dadaísmo e o surrealismo. Man Ray foi um membro influente dos dois movimentos, que incluíam: Marchel Duchamp, Tristan Tzara, Jean Cocteau, Max Ernst, Dali, Paul Eluard, Picasso e André Breton.

O dadaísta Duchamp foi uma das grandes influências de Man Ray, além de colaborador e amigo íntimo. Juntos, tentaram trazer a vanguarda europeia para os Estados Unidos e o dadaísmo foi resultado disso.

1. O violino de Ingres, 1924; 2. Kiki de Montparnasse, 1926, de Man Ray.

1. O violino de Ingres, 1924; 2. Kiki de Montparnasse, 1926, de Man Ray.

O Dada foi uma tentativa de criar um trabalho tão absurdo que confundisse a percepção de realidade do observador. Muitos dadaístas fizeram intervenções em objetos do cotidiano e os apresentaram como uma obra de arte – o que era totalmente inusitado na época.

Em 1921, após se separar de sua primeira mulher, a poeta belga Adon Lacroix, Man Ray parte para Paris onde conhece a ‘nata’ dos artistas e pensadores da cidade: Pablo Picasso, Ernest Hemingway, Salvador Dali, Gertude Stein, James Joyce, e a perfomer Kiki de Montparnasse, que durante seis anos foi sua musa, modelo e amante.

1. Blanche et Noir, 1926; 2. O beijo, 1930, de Man Ray.

1. Blanche et Noir, 1926; 2. O beijo, 1930, de Man Ray.

Nos anos 1930, ele continuou a pintar, esculpir e fotografar retratos entre os surrealistas. Porém, com a iminência da Segunda Guerra Mundial, foi forçado a voltar para seu país natal, e mudou-se para a Califórnia.

Lá, conviveu entre outros artistas expatriados, músicos, escritores etc. Nesse período produziu inúmeras fotografias de moda. Sua iluminação supreendente e suas representações minimalistas reformularam toda a fotografia de moda.

No entanto, o desejo de Man Ray era estar em Paris. Após a Guerra, casado com a jovem dançarina Juliet Brown, o artista e sua nova esposa mudam-se para Paris, onde Man Ray viveu por 25 anos até sua morte.

1. Lee Miller, solarização, 1930; 2. Lágrimas de vidro (variação), 1932; 3. Tempo de observação, os amantes, 1936, de Man Ray.

1. Lee Miller, solarização, 1930; 2. Lágrimas de vidro (variação), 1932; 3. Tempo de observação, os amantes, 1936, de Man Ray.

Hoje, Man Ray é lembrado e imitado por muitos, seja pelo fascínio que seus trabalhos experimentais provocam ou no papel crucial que desempenhou encorajando a arte de vanguarda.

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