Cartier Bresson, um olhar lúcido

“Para mim a câmera é um caderno de rascunhos, um instrumento de intuição e espontaineidade, a mestre do instante em que, em termos visuais, questiona e decide simultaneamente. (…) Tirar uma foto é colocar o cérebro, a visão e o coração de alguém no mesmo eixo.” Essa citação é de Henri Cartier-Bresson, um dos mais importantes fotógrafos do século XX, considerado por muitos o pai do fotojornalismo.

Ainda jovem, Bresson estudou pintura e viveu na fascinante África dos anos 1920. Depois serviu o exército francês durante a Segunda Guerra Mundial e juntou-se à Resistência Francesa.

Dois anos após o fim da Guerra, uniu-se a outros fotógrafos – Robert Capa, William Vandivert, George Rodger e David Seymour – e fundou a agência fotográfica Magnum.

Revistas como a Life, Vogue e Harper’s Bazaar contrataram-no para viajar o mundo e registrar imagens fantásticas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson registrou momentos singulares com seu olhar de uma lucidez única.

Bresson comentou sobre a arte de registrar a realidade: “Frequentemente fotografamos eventos que são chamados de notícias. Algumas notícias são contadas passo-a-passo em detalhes da mesma forma que o relato de um contador. Infelizmente, tais revistas e fotógrafos abordam um evento da mesma forma que um pedestre. É como ler os detalhes da Batalha de Waterloo por algum historiador: quantas armas haviam lá, quantos homens foram feridos. No entanto, se você ler A Cartuxa de Parma de Stendhal, você está dentro da batalha e vive detalhes pequenos, mas  significantes. A vida não é feita de pedaços que você corta em fatias como uma torta de maçã. Não existe um método padrão na abordagem de uma história. Nós temos que evocar uma situação, a verdade. Essa é a poesia da realidade da vida.”

Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.

Cartier Bresson morreu em 2004 em Montjustin, Provença.

Para baixar a biografia em inglês de autoria da Fundação Cartier Bresson clique em: HCB_bio_en.

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