Sebastião Salgado: registros da desigualdade

A fotografia que já foi nossa imagem da semana e deu o que falar: Disputa entre trabalhadores da mina de ouro de Serra Pelada e polícia militar, 1986, Sebastião Salgado.

A fotografia que já foi nossa imagem da semana e deu o que falar: Disputa entre trabalhadores da mina de ouro de Serra Pelada e polícia militar, 1986, Sebastião Salgado.

Filho de pecuaristas, Sebastião Salgado é o único filho homem entre sete irmãs. Mudou-se para São Paulo para estudar economia na Universidade de São Paulo, tornando-se mestre em economia em 1968.

Mais tarde partiu para Paris, onde estudou na Escola Nacional de Estatísticas Econômicas, e obteve o doutorado em 1971. De Paris, partiu para a África, para trabalhar na Organização Internacional do Café, atividade a que se dedicou até 1973.

De volta a Paris, começou a trabalhar como repórter-fotográfico free-lancer. Passou depois a trabalhar para agências de prestígio, como a Magnum Photos, em 1979.

De 1979 a 1994 dedicou-se a vários projetos, entre os quais a cobertura da guerra de Angola, o seqüestro de israelenses em Entebe e o atentado ao presidente Ronald Reagan, dos EUA.

Viajando pela América do Sul, captou imagens que resultaram na exposição e no livro Outras Américas, em 1986. Em 1993 dedicou-se a um projeto sobre a extinção do trabalho manual, em 26 países, do que resultou o álbum Trabalhadores.

Sebastião Salgado fundou sua própria agência, a Amazonas Images, em 1994, e realizou diversas viagens para documentar populações marginalizadas de 41 países. As imagens desse projeto foram reunidas na exposição Êxodos, em 2000.

Na introdução de Êxodos, escreveu: “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…” Trabalhando inteiramente com fotos em preto e branco, o respeito de Sebastião Salgado pelo seu objeto de trabalho e sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que está acontecendo com essas pessoas criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade fundamental de toda a humanidade ao mesmo tempo que protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.

Sobre suas fotografias, Salgado comenta: “Quis provocar um debate sobre o estado do planeta. Esta globalização de que tanto se fala não são apenas cifras. Também são pessoas que estão sendo globalizadas. Deixaram-me fotografá-las, tenho a responsabilidade de mostrar estas imagens da maneira mais ampla possível. É uma exposição global.”

No ano 2000, quatro cidades no mundo abrigaram ao mesmo tempo a exposição Êxodos, do fotógrafo Sebastião Salgado, que passou sete anos retratando migrantes, excluídos, marginais e miseráveis – gente sofrida do mundo inteiro.

Sebastião Salgado é um fotógrafo reconhecido internacionalmente e já recebeu os principais prêmios de fotografia do mundo. Vive em Paris, casado com Lélia, autora dos projetos gráficos de seus livros, e tem dois filhos.

Fonte: UOL Educação, Wikipedia.

Anúncios

2 Respostas para “Sebastião Salgado: registros da desigualdade

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s