Alexander Calder: Esculturas em movimento

1. Untitled, 1938; 2. Untitled, 1942, 3. Untitled, 1976, de Alexander Calder.

1. Untitled, 1938; 2. Untitled, 1942, 3. Untitled, 1976, de Alexander Calder.

Filho de artistas, Alexander Calder nasceu em 1898. Seu pai era escultor e sua mãe pintora, e Calder sempre foi encorajado a criar. Aos oito anos já tinha seu próprio ateliê. Aos onze, sua facilidade em manipular diferentes materiais e criar esculturas cinéticas, era aparente.

Independente de seus talentos, Calder não quis seguir a carreira de artista, a princípio. Ao invés disso, ele estudou Engenharia no Stevens Intitute of Technology e conseguiu seu diploma em 1919.

Nos anos seguintes a graduação, Calder teve diversos empregos – engenheiro hidráulico, automotivo e chegou até a trabalhar na caldeira de um navio a vapor que fazia a rota Nova York — São Francisco.

Certo dia, Calder foi até o deck do navio e viu um lindo pôr-do-sol e uma lua cheia cintilante em horizontes opostos. Isso marcou Calder, que decidiu tornar-se um artista logo após essa experiência.

Em 1923 ele se mudou para Nova York e se aplicou no Art Students League. Ele também trabalhava ilustrando para a National Police Gazette, que mandou Calder para o Barnum & Bailey Circus para que ele ilustrasse cenas circenses durante duas semanas, mas o interesse pelo circo durou toda a sua vida.

1. Cirque Calder, 1926-1931; 2. Steel Fish, 1934, de Alexander Calder.

1. Cirque Calder, 1926-1931; 2. Steel Fish, 1934, de Alexander Calder.

Quando Calder se mudou para Paris em 1926, ele criou o Cirque Calder, uma obra complexa e única que reunia animais, artistas circenses e outros elementos que ele observou durante o tempo que ficou no Barnum & Bailey Circus. O Cirque Calder foi projetado para ser manipulado manualmente e as peças eram fáceis de serem desmontadas e transportadas, Calder podia carregar as peças e se apresentar em qualquer lugar. Graças a isso, o artista se apresentou em Paris e Nova York e obteve grande sucesso nas apresentações.

1. Sumac II, 1952; 2. Constellation Mobile, 1943; 3. International Mobile, 1949, de Alexander Calder.

1. Sumac II, 1952; 2. Constellation Mobile, 1943; 3. International Mobile, 1949, de Alexander Calder.

Em 1928, Calder ganhou um show solo na Galeria Weyhe, em Nova York, que acabou incluindo Paris e Berlim. O resultado disso é que Calder passou um bom tempo cruzando o oceano de navio.

Em uma dessas viagens, ele conheceu a neta do escritor Henry James, Louisa, com quem se casaria em 1931. Também ganhou a amizade de vários artistas e intelectuais proeminentes do começo do século 20: Joan Miró, Fernand Léger, James Johnson Sweeney e Marcel Duchamp.

Ainda em 1928, iniciou a criação de jóias.

Em 1930, Calder visitou o estúdio de Piet Mondrian em Paris e ficou muito impressionado com uma parede de retângulos de papel coloridos que Mondrian mudava a posição para experimentos contínuos que ele realizava.

Uma experiência que levou Calder a criar uma série de pinturas abstracionistas, para descobrir que ele preferia a escultura à pintura.

Pouco tempo depois disso, ele foi convidado a integrar o Abstraction-Création, um grupo de artistas influentes (que incluia Arp, Mondrian e Hélion) que Calder tinha amizade.

No outono de 1931 Calder conseguiu reunir escultura e movimento e acabou criando uma forma completamente nova de arte, que, mais tarde, se transformaria nos seus famosos móbiles.

Em 1933 Calder e Louisa deixaram a França e mudaram-se para uma fazenda em Roxbury, nos Estados Unidos, onde ele construiu seu ateliê. Sua primeira filha, Sandra, nasceu em 1935 e a segunda, Mary, em 1939. As décadas de 1930 e 1940 foram extraordinariamente produtivas para Calder. Sua criatividade levou-o a realizar obras cada vez mais versáteis, como esculturas ao ar livre, cenários para teatros e balés e móbiles para arquitetura.

Em 1943 as obras de Calder foram reunidas numa grande retrospectiva realizada pelo Museu de Arte Moderna, o Moma, de Nova York. Em 1952, o artista recebeu o prêmio internacional de escultura na Bienal de Veneza.

Em 1964, foi realizada uma retrospectiva de sua obra no Museu Guggenheim de Nova York. E em 1976 o Whitney Museum of American Art Calder, também realizou uma retrospectiva chamada Calder’s Universe (O Universo de Calder). Algumas semanas depois, Calder faleceu, aos 78 anos, terminando uma das carreiras mais inovadoras e férteis do século 20.

Para ver mais trabalhos do artista, visite Calder Foundation.

1. Santos, 1956; 2. Funghi Neri (Black Mushrooms), 1957; 3. La Grande vitesse, 1969, de Alexander Calder.

1. Santos, 1956; 2. Funghi Neri (Black Mushrooms), 1957; 3. La Grande vitesse, 1969, de Alexander Calder.

Fontes: SAIBADESIGN, Calder Foundation, UOL.

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