Cada um no seu quadrado: a rivalidade da mídia impressa e eletrônica

Com o boom da internet, muitos designers condicionados ao meio gráfico depreciaram a novidade. Alguns acusaram a nova tecnologia de roubar e desfigurar a linguagem que mídia impressa levou centenas de anos para construir. Mas o que Guttenberg fez, além de transformar a caligrafia em impressão? Nessa perspectiva, o feitiço virou contra o feiticeiro, e, apesar das críticas, a internet tornou a comunicação mais fácil e ajudou a ‘planificar’ o mundo – o que levou muitas pessoas a especular sobre ‘o desaparecimento do papel’.

Pra que lado ir?

Pra que lado ir?

Os profissionais que tanto criticaram a internet perceberam que com o passar do tempo ela se desenvolveu, ficou complexa, e hoje, o layout web oferece as mesmas possibilidades do design gráfico e mais: a internet é multimídia – é possível transmitir movimento, vídeos, áudio e interagir com outras pessoas.

As diferenças essenciais entre a mídia impressa e a mídia online, é que na última, estamos transmitindo cores e imagens através da luz, e com isso o espectro de cores aumenta. Apesar dos novos recursos de alta definição, a maioria das telas lida muito melhor com imagens de baixa resolução do que a impressão. Podemos ver vídeos, músicas, conversar, publicar conteúdo e tudo isso sem dar um passo.

No entanto, se a energia elétrica acaba, voltamos, quase que por instantes, à Idade Média. E em uma situação desse tipo, resta utilizar os recursos que não dependem de tomada.

Comunidades distantes, que não tem acesso a energia elétrica, dependem de impressos e rádio para se comunicarem ou para obter informações.

Muitas pessoas, jovens ou não, preferem ler livros à telas de computador, telefone celular e tablets, porque acham mais ergônomico ler em papel do que em tela. O impresso é capaz de oferecer experiências que a tela não oferece: cheiros, texturas – com ou sem eletricidade.

Por essas diferenças e similaridades que uma mídia não anula a outra, mas complementa, oferecendo outras possibilidades, atingindo um público ou leitor distante e por conta dos mesmos motivos, o designer não pode se encerrar em apenas uma única possibilidade, mas deve entender ambas, para criar conceitos que funcionem em diferentes estruturas.

Uma campanha realizada por agências e editoras chamada Magazines: the power of print tem um argumento muito interessante: “Nós surfamos na internet e nadamos em revistas. Não é porque surfamos, que vamos deixar de nadar.”

A identidade visual da campanha é feita de diversos títulos de revistas famosas, entre elas, a Esquire.

A identidade visual da campanha é feita de diversos títulos de revistas famosas, entre elas, a Esquire.

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