Ética e design: quais são seus valores?

Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, ética é: parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.

Em uma aula sobre Ética, certos professores costumam falar sobre profissionalismo, ética na profissão e mercado de trabalho. Fala-se sobre respeitar normas e leis, sobre ambiente profissional e claro: não copiar o serviço alheio. Enquanto o professor fala, o aluno tenta continuar acordado. Para ele, a ética nada mais é do que um reles manual de boas maneiras — que nem sempre precisa ser seguido. O que é dito em sala de aula em relação a ética profissional, dificilmente é aplicado na maioria das empresas. Ora porque a disciplina é administrada de forma genérica, ora porque o aluno não sabe quais os dilemas que serão apresentados pelo mercado.

Ética não se aprende em sala de aula: ela é feita de escolhas.

Muitas vezes, o recém-formado pensa em quanto dinheiro vai ganhar e quais os clientes que ele quer conquistar, mas são poucos aqueles que antes de pensar em dinheiro, pensam nos valores que vão ser a base de sua trajetória profissional, ou seja, na forma como esse dinheiro será conquistado.

Antes de pensar no dinheiro, pense na forma como você quer ganhar, quais valores vão permear sua trajetória no mercado.

Antes de pensar no dinheiro, pense na forma como você quer ganhar, quais valores vão permear sua trajetória no mercado.

Nada contra o dinheiro, pelo contrário, dinheiro nas mãos certas pode ser uma fonte de alegria e oferecer toda a sorte de confortos — quando ele é ganho de forma ética.

No mercado existe todo tipo de empresa. Algumas se preocupam com a qualidade e originalidade, e outras, ideias são roubadas, estagiários e terceiros fazem o trabalho dos medalhões do mercado e não é incomum ver anúncios publicitários e peças de design plagiando outros trabalhos pelo mundo afora.

Roubar ideias é uma atitude comum de quem não é profissional. A pessoa de quem foi roubada a ideia ou a imagem pode não saber que foi lesada. Mas aquele que rouba e transforma a criação de outra pessoa sabe, e bem no fundo (nem que seja no intestino) sabe que não passa de um parasita que se alimenta daquilo que é realmente bom e original. Por trás dessas farsas (ou quase profissionais) que infestam o mercado é que se escondem aqueles que realmente fazem e se preocupam em devolver à sociedade o mínimo de respeito e qualidade com seu serviço.

Outra situação vista e revista é “ter” que vender um produto ou criar um projeto para um cliente cujo produto é ruim — ou pior, mentiroso — tratando a sociedade como uma massa de gados consumidores.

Digamos que a pessoa crie uma campanha sensacional para um político corrupto, que ao final é eleito. O dinheiro ganho por essa pessoa foi obtido de uma maneira terrível: milhares de eleitores foram enganados — e tudo dentro da lei.

O designer ou diretor de arte precisa de amadurecimento e sagacidade para ver quem é quem no mercado. Não existem super-heróis, talentos divinos ou qualquer esoterismo do gênero. Existem equipes criativas que somam ideias, profissionais com ideias a frente de seu tempo e muita gente que luta para manter um ambiente ético e profissional em tempos de pessoas pobres de espírito.

Em marketing, é comum ouvir que o profissional deve “criar um desejo a partir de uma necessidade” e hoje, não há necessidade maior no mercado do que a ética.

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