Direção de arte para mídias digitais

Você já deve ter ouvido falar em mídias digitais, mas provavelmente não faz ideia de como essa área é abrangente. Essencialmente, o termo mídia digital se refere a qualquer tipo de veículo e aparelho/dispositivo baseados em tecnologia digital. Isso inclui: telefones celulares (mobiles), tablets, computadores portáteis e de mesa (desktops), mp4, CDs e DVDs, televisão digital, jogos eletrônicos e outras mídias interativas.

Produção de mídias digitais é o processo onde arquivos digitais são criados, otimizados, decodificafos e distribuídos usando inúmeros métodos de processamento por meio de um hardware de computador e softwares. Esses arquivos são variados e podem incluir áudio, vídeo, gráficos e conteúdo escrito, como os que vemos na internet. A definição de mídia digital está em constante mudança e se expande a cada dia com as novas tecnologias. Dessa forma, a produção de mídias digitais tornou-se um processo padrão na criação do que é visto, ouvido e absorvido pelo mundo diariamente.

Antes dos anos 1980, a produção de mídia dependia da impressão e das técnicas analógicas. Conforme a tecnologia progrediu, o ofício do entretenimento e de comunicação se tornaram uma ciência que incorpora o uso de um ou mais computadores, softwares especializados e tecnólogos criativos que praticam um ofício que também está em constante transformação: a direção de arte.

O Apple Macintosh de 1984 (à esquerda) foi revolucionário: popularizou a interface gráfica. Hoje, os computadores pessoais da Apple (à direita) são um item de desejo para muitas pessoas.

O Apple Macintosh de 1984 (à esquerda) foi revolucionário: popularizou a interface gráfica. Hoje, os computadores pessoais da Apple (à direita) são um item de desejo para muitas pessoas.

O diretor de arte de mídias digitais não lida apenas com a criação de narrativas visuais, mas também com comportamento. Narrativa, se tratada no âmbito analógico, trata-se de uma mensagem ou conteúdo único e fixo. Já nas mídias digitais, o que orienta a direção de arte é o comportamento, e assim surge a pergunta: como a interface digital corresponde às ações e metas daqueles que a usam? Como criar uma narrativa coerente em uma leitura que não é fixa?

Outro desafio da profissão é a revolução constante que a tecnologia vem sofrendo nas últimas décadas. Com um número cada vez maior de dispositivos no mercado, com diferentes configurações de formato, qualidade de imagem, recursos de interação etc., fica cada vez mais difícil planejar a interface digital. Como manter a experiência que o público tem com o desktop em um mobile? Muitos diretores de arte e web designers têm ido além do design e têm passado a incorporar novos conceitos como arquitetura de informação e experiência de usuário. Outros abandonaram recursos de animação em flash e passaram a ir atrás do HTML5, produção de vídeos, trilhas etc — tudo em nome da usabilidade.

O profissional da área, mais do que nunca, não consegue se manter no mercado apenas pelo domínio de ferramentas ou bom gosto estético. O objetivo final da criação é oferecer valor, e o mercado deseja o profissional completo, capaz de planejar e criar interfaces: do conceito a finalização.

SAIBADESIGN Escola de Arte e Design

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