Usabilidade não é tudo: as facetas da experiência de usuário

A colméia de experiência de usuário foi feita por Peter Morville e apesar de ter sido feita em 2004, continua atual. Segundo ele, a criação desse diagrama surgiu “da necessidade de algo que ilustrasse as facetas da experiência de usuário — especialmente para fazer com que os clientes entendam porque eles devem ir além da usabilidade.”

O que Peter mostra usando sua colméia, é que a usabilidade é apenas uma das sete facetas da experiência de usuário.

  1. Útil. Para um profissional, aceitar o que é imposto pelo cliente não é o suficiente. É necessário possuir coragem e criatividade para propor soluções inovadoras que tornem a interface mais útil.
  2. Usabilidade. Fácil de usar continua a ser vital, porém a interface focada em métodos e interações entre humanos e computadores não atendem a todas as dimensões da interface. Em suma, a usabilidade é necessária, mas não é suficiente.
  3. Desejável. Nossa busca por eficiência deve ser equilibrada pela apreciação do poder e valor de uma imagem, identidade, marca e outros elementos do design emocional.
  4. “Encontrável”. Devemos lutar por um design navegável e objetos que podem ser localizados, para que os usuários encontrem o que precisam.
  5. Acessível. Da mesma forma que prédios possuem elevadores e rampas, os websites também devem ser acessíveis para pessoas com deficiências (mais de 10% da população). Hoje, trata-se de fazer um trabalho ético. Daqui a alguns anos provavelmente vai se tornar lei.
  6. Confiável/Credibilidade. Graças ao Projeto de Credibilidade da Web (Web Credibility Project, criado pelo laboratório de tecnologia da Universidade de Stanford), podemos entender melhor quais elementos do design que influenciam a credibilidade do usuário em relação ao que dizemos a eles em nosso conteúdo. Para saber mais sobre o projeto, acesse:  <http://credibility.stanford.edu&gt;.
  7. Valioso. Nossos sites devem acrescentar valor aos patrocinadores e clientes. Para organizações sem fins lucrativos, a experiência de usuário deve realçar a missão. Se a meta for o lucro, a experiência de usuário deve contribuir para satisfazer as necessidades e otimizar a satisfação do consumidor.

O diagrama da colméia é útil por uma série de razões. Uma delas é porque ajuda a levar a conversa além da usabilidade e também a entender a necessidade de definir prioridades. O que é mais importante para o seu projeto, ser acessível ou desejável? Usabilidade ou credibilidade? Não há um passo-a-passo universal, tudo depende das características de cada projeto, do contexto, dos usuários e do conteúdo.

Outra utilidade da colméia é que ao invés de achar que todos os problemas de um site podem ser resolvidos apenas pela troca de layout, é importante avaliar as metas a partir das facetas da experiência de usuário, que oferecem uma abordagem mais estratégica e objetiva do problema.

Fonte: MORVILLE, P. User Experience Design. Disponível em: <http://semanticstudios.com/publications/semantics/000029.php&gt;. Acesso em: 10 nov. 2012.

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2 Respostas para “Usabilidade não é tudo: as facetas da experiência de usuário

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